É cercear a sereia
E já não se tem
Nem peixe, nem fêmea
Nem efêmera alma
Que valha o talho da navalha
Mas cútis e escamas
A separar-lha as vísceras
Do ferir pertinaz de tuas presas
Que roerão ossos e cartilagens
E ao tutano mascarão
E de chupar as falanges
Sentarás preguiçosamente à sombra
Recordando o canto enebriante
Enclaveado de dor e desatino
E quando do bater da onda
Ao largar a espinha
Com que outrora palitavas
Percebes-te
faminto.