domingo, 1 de maio de 2011

Mais um...

Não sei o que dizer sobre esse poema nada além de que é mais tradicional do que os outros. E tendo em vista que só to postando poema nesse treco, acho que terei que mudar o nome do blog.




É cercear a sereia
E já não se tem
Nem peixe, nem fêmea
Nem efêmera alma
Que valha o talho da navalha
Mas cútis e escamas
A separar-lha as vísceras
Do ferir pertinaz de tuas presas
Que roerão ossos e cartilagens
E ao tutano mascarão

E de chupar as falanges
Sentarás preguiçosamente à sombra
Recordando o canto enebriante
Enclaveado de dor e desatino
E quando do bater da onda
Ao largar a espinha
Com que outrora palitavas

Percebes-te
 faminto.