É cercear a sereia
E já não se tem
Nem peixe, nem fêmea
Nem efêmera alma
Que valha o talho da navalha
Mas cútis e escamas
A separar-lha as vísceras
Do ferir pertinaz de tuas presas
Que roerão ossos e cartilagens
E ao tutano mascarão
E de chupar as falanges
Sentarás preguiçosamente à sombra
Recordando o canto enebriante
Enclaveado de dor e desatino
E quando do bater da onda
Ao largar a espinha
Com que outrora palitavas
Percebes-te
faminto.
Gostei =].
ResponderExcluirQuando li, muitas coisas e imagens vieram em minha mente, principalmente imagens animalescas. Minha compreensão pode estar sendo influenciada pelo meu TCC, obviamente, mas ainda assim creio que minha visão sobre isso seja válida ^^.
(Rafael Garganta)
Claro que é, pow. O legal da poesia é cada um interpretar do seu jeito. ^^
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