O ocidente no entanto, tratou de adequar estas formas segundo as suas concepções de poesia, transformando-o de forma considerável. Em língua portuguesa temos alguns grandes haijins, dentre os quais eu destacaria Guilherme de Almeida e Paulo Leminski.
Sem muito mais delongas, abaixo segue um haikai de minha autoria. Alguns podem notar que o primeiro verso tem mais de 5 sílabas poéticas, mas era o próprio Matsuo Basho, ninguem menos que o principal haijin da história da literatura japonesa, que dizia que os haikais mais especiais eram os que fugiam à métrica, pois estes transcendiam a forma e alcançavam a essência sem passar pela consciência. Não que o meu haikai seja necessariamente um desses, mas até que ele não é ruim. Vejam aí:
"Ao despir do corpo a lama,
Noto-a menos que a imagem que sou
Mas imagem que soou"
quem conhece Chico Science & Nação Zumbi notará uma certa intertextualidade do haikai com a música "corpo de lama". Pra quem não conhece, postarei aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=gY01-aAz6mM
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